
E então pensarei na tal da 'solidão'.
Faço tantos mundos, tantas personagens, tantos escrúpulos, tantos medos, tantos receios...
Analisando, finalmente, o meu 'eu'. Descobri que sou devidamente uma pessoa 'solitária'.
Na verdade, uma solidão necessária, atualmente.
Quem disse que isso não é bom? E quem disse que é bom?
Não levanto nenhuma dessas bandeiras.
O meio-termo da solidão agrada minha ilimitada paciência.
O problema é quando a solidão se torna aquela coisa insuportável do 'tédio'.
Me sinto assim tantas vezes!
Cheguei e perguntei para minha mãe em uma tarde de domingo: " Mãe, você já sentiu realmente a sensação do chamado...tédio? "
Mãe: " Não minha filha, desconheço totalmente. "
Quando estou entediada, dá uma vontade de ficar quieta. Nada, mas nada mesmo me tira do meu lindo e confortável sofá nesses dias. Fico horas e horas observando...nada.
Tenho amigos demais. Ainda bem que isso nunca me faltou.
Talvez eu seja 'solitária' por opção. Ou não.
Como posso ser solitária em um mundo que eu invento diariamente?
É a maléfica e gostosa solidão do meu ser particular.
Gosto disso, sinceramente.
Mas, meu âmago pede socorro e fica pulsando como se eu sentisse ele agora, nas pontas dos meu dedos nesse teclado.
Seria possível ter uma felicidade ' pra sempre ' ?
Creio, profundamente, que não.
Ando tão desacreditada no temido e doloroso 'amor'.
Chego ao cúmulo de pensar que não há nesse mundo alguém que me ame, por completo.
Me vejo por inteira na personagem Sabina de Anais Nin.
Solitária , atriz sem licença , eterna amante do ' desejo '.
A solidão me acalma. Me conforta.
Não por muito tempo, espero.
No fundo, bem no fundinho...eu acredito em uma felicidade momentânea, porém relembrável a cada minuto.
Isso sim é o 'pra sempre' pra mim.
Seria tão melhor se eu acreditasse em contos de fadas, não?
Minha vida, e a de vocês, estão bem longe de ser um 'conto de fadas'.
Ou até mesmo algo parecido com comédias românticas babacas norte-americanas.
Eu queria ser uma eterna música de ninar, e sentir toda manhã a sensação do sorriso de um bebê ao olhar para mãe.
Sim, meu lado romântico está enrustido. Mas quis falar algo sobre.
Sou um fracasso no romantismo, diga-se de passagem.
Tirem alguma coisa desse texto caótico. Acreditem, só fala sobre solidão.
Disciplina! Muita disciplina!
Quem será que falou hoje?Dorothy , talvez?
Quero muito a Lolita de volta!
Então, vamos dormir? Eu e você, meu âmago indelicado?
